|
SMAM2009 - 5 a 11 de Outubro de 2009
A Direcção-Geral da Saúde (DGS) em sintonia com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a World Alliance for Breastfeeding Action (WABA), promoveu pelo IV ano consecutivo a organização de eventos que assinalassem Semana Mundial do Aleitamento Materno 2009.
Este ano sob o tema das emergências, tem como slogan:
"Aleitamento materno; Uma resposta vital também nas emergências!" .
E conta com um conjunto de acções para chamar a atenção dos profissionais e dos cidadãos para a importância do aleitamento materno na saúde das mães e bebés mesmo em situações de emergência. .
Perante uma emergência as medidas simples podem fazer toda a diferença. E a preparação prévia parece ser a chave de uma intervenção mais rápida e adequada. E em qualquer situação de emergência (tremor de terra, cheia, incêndio ou pandemia) a amamentação salva vidas e protege as crianças.
O aleitamento materno é uma fonte segura de água e alimento para os lactentes e crianças pequenas - está disponível instantânea e gratuitamente, proporciona uma protecção activa contra a doença, contribui para a manutenção da sua temperatura corporal e promove a sua segurança junto da mãe.
Num ambiente de risco como o de uma emergência o modo de alimentação do bebé pode mesmo fazer a diferença para a sua sobrevivência.
O aleitamento materno é considerado o tipo de alimentação ideal para os recém-nascidos de termo saudáveis e para os recém-nascidos pré-termo ou com patologia.
O leite humano é um alimento vivo, completo e natural e o reconhecimento das suas múltiplas vantagens, reuniu, o consenso mundial, defendendo-se a amamentação exclusiva até aos 6 meses de vida, e complementada com outros alimentos até aos dois anos ou mais, (OMS/UNICEF) precisamente por se acreditar que constitui a melhor forma de alimentar as crianças.
CONSIDERAÇÕES O que é uma emergência? Uma emergência é uma situação extraordinária que coloca em risco a saúde e a sobrevivência da população. As emergências podem ser naturais ou provocadas pelo homem. Podem ser imprevisíveis, ocorrer regularmente ou ser de longa duração. Caracterizam-se por distúrbio, insegurança, problemas de salubridade, falta de água potável, alimentos, combustíveis, cuidados médicos e abrigo.
. Porque é que nos diz respeito? O número de emergências está a aumentar e pode afectar qualquer país, independentemente da sua localização ou nível de desenvolvimento pelo que todas as pessoas, em todos os lugares, têm que estar preparadas e saber como apoiar activamente o aleitamento materno para que os bebés não fiquem em risco. . Quais as vantagens do aleitamento materno em situações de emergência? Mesmo em situações de catástrofe, as mães que amamentam garantem aos seus filhos água e alimentação limpas, seguras e sustentáveis e protegem-nos activamente das infecções. As fórmulas para lactentes não conferem protecção imunitária e prejudicam os mecanismos de defesa do intestino dos bebés, aumentando a probabilidade de infecções.
. Outros riscos advêm da qualidade e até da contaminação intrínseca das fórmulas para lactentes, do seu fornecimento, da falta de água e combustíveis, ou da dificuldade em lavar e esterilizar biberões.
Em situações de emergência as crianças são as mais vulneráveis – a mortalidade infantil pode ser 2 a 70 vezes superior à média, devido a diarreia, doença respiratória e malnutrição.
. O aleitamento materno constitui uma intervenção life saving e a principal protecção do grupo de crianças mais novas. Mesmo em situações de não-emergência, os bebés não amamentados nos primeiros 2 meses de idade têm 6 vezes mais probabilidades de morrer.
. As emergências destroem a vida normal, deixam os cuidadores sobrecarregados e as crianças vulneráveis à doença e à morte.
. Durante as emergências, as mães necessitam de apoio activo para continuar ou para restabelecer a amamentação.
. Mesmo em países desenvolvidos, os bebés alimentados artificialmente ficam automaticamente em risco numa emergência.
. Após o Furacão Katrina, nos EUA, muitos bebés sofreram com a falta de alimentos e alguns morreram como consequência disso.
. FONTE: Direcção-Geral de Saúde
|